Interrompido – Devorado pelo fascínio (Episódio 9)

Interrompido – Devorado pelo fascínio (Episódio 9)

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Nandinho conseguiu organizar uma das maiores baladas de todas, perceptivo como era, soube aproveitar cada oportunidade, mas o que realmente rendia grana nem era toda produção e qualidade das raves, mas algo que deixava a geral mais ligada.

Só que toda excelência e grandiosidade escondiam alguns problemas e conflitos que ele fazia o possível pra deixar de lado, mantendo-se ocupado máximo que podia.

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Assustado com o gosto ruim e a queimação, Dani devolveu a latinha na mesma hora. Ao vê-lo cuspir o líquido, a galera riu e alguém disse que o lança não era pra beber, mas pra inalar com o nariz ou a boca, só que mesmo depois do rápido tuto e com a geral dizendo o quanto a onda era gostosa e refrescante, depois da experiência desagradável ele preferiu recusar.

— Como chego numa cocota? – Dani aproveitou pra perguntar, assim que Tiago reapareceu.

— O segredo da conquista está nos olhos, com eles é possível dizer verdades intensas. Se você olhar uma cremosa e ela corresponder, chega dançando, se ela sorrir, mete logo beijo. – Ele gritou pra se fazer ouvir.

Assim que Dani virou pra frente, viu maior gata, a garota parecia modelo tão linda era, ele tinha certeza de não a ter visto antes, talvez tivesse sido escolhida só agora – o primo lhe tinha dito que costumavam selecionar as pessoas mais bonitas pra ocupar a área VIP.

Ele ainda a admirava quando ela olhou pra si, pego de surpresa, já que não esperava ser notado no meio de tanta gente – com caras mais interessantes que ele – Dani ficou meio sem reação, mas tentou fazer como Tiago aconselhou, o problema é que o nervosismo o atrapalhou e só conseguiu dar um sorriso meia boca, então a garota se aproximou. Ao vê-la tão perto, com os olhos nos seus, ele soube o que fazer, a puxou até os corpos colarem e, sorrindo, se beijaram avidamente.

“Sensação do incomensurável pode envolver corpo e mente de quem ousa experimentar o inconvencional.”

— Sou o Dani, qual seu nome? – Ele gritou próximo ao ouvido dela.

— Monica! – Ela respondeu. – Você é uma gracinha – E elogiou sorrindo, assim que se afastou.

— Para! Cê que é mó princesinha! – Ele respondeu constrangido.

— E aí, de onde cê é? Nunca te vi por aqui.

— Ah! Moro em São Paulo, vim com meu primo. – Sentindo-se mais a vontade, ele começou a puxar conversa com a gata, afinal, queria conhecê-la melhor. – Cê vem sempre?

— Todo final de semana! – Ela sorriu, ficando ainda mais linda. – É meio que um ritual pra recarregar as energias, mas nunca consigo chegar cedo porque trampo até tarde.

— Sério? Que cê faz? – Ele questionou cheio de curiosidade.

— Sou modelo! – Ela piscou pra Dani.

— Logo vi, gata assim, só podia ser! – Ele elogiou, todo babão, era mesmo muita sorte que tinha.

— Brincadeira! – Ela riu gostosamente. – Trabalho no aeroporto de dia e tiro fotos de eventos, a noite.

— Mas isso não diminui o fato de você ser incrível! – Ele se admirou dela ter dois empregos. A real é que qualquer coisa dito por ela ia ter o mesmo efeito, já que Dani estava encantado total.

— Bobo! – Ela sorriu, sem jeito, ficando ainda mais fofa, tanto que Dani não resistiu e teve de beijá-la.

Daí continuaram no maior papo, até Monica desviar a atenção, olhando fixamente pra trás de Dani e sorrir. Surpreso, ele arqueou as sobrancelhas e se virou pra ver quem é que roubava a atenção de sua mina, então viu o primo se aproximar todo contente, mas antes de Dani poder dizer algo, a garota disparou na direção de Nandinho e, lhe agarrando o pescoço, deu um um beijaço nele.

“O segredo da conquista está nos olhos, com eles é possível dizer verdades intensas.”

— Bom te ver, Nandinho! – Ela estava era toda sorrisos.

— O prazer é todo meu! Você sempre é um colírio pros meus olhos.

— Ai! Você é mesmo um fofo! – Ela riu, enquanto acariciava o peito dele.

— Pensei que cê não fosse vir.

— Cê acha mesmo que eu ia perder? – Ela pegou no queixo dele, movimentando-o como se ele fosse criança. – É que o evento que cobri foi até tarde.

— Fico feliz que tenha vindo. – Ele sorriu, galante. Os dois não desgrudavam os olhos um do outro. – Vi que já conheceu meu primo, o… – Ele olhou em volta. – Dani, onde cê vai? – Nandinho berrou ao vê-lo se afastar, então foi atrás dele e, abraçando-lhe o pescoço, o trouxe de volta.

— Bem que ele tava me parecendo conhecido, é um fofíneo, igual você. – Mônica sorriu, apertando a bochecha de Dani que ficou bem sem graça.

— Mals aí, primo, não sabia que ela era sua mina! – Ele logo tratou de se desculpar, pois de onde vinha se meter com mulher comprometida dava até morte [Provérbios 6.29,34].

— Minha mina? – Monica e Nandinho se entreolharam e caíram na risada, deixando Dani sem entender nada. – A Monica é só minha amiga, cabeça.

— Mas, cês tavam se beijando! – Ele ainda estava perdido.

— Digamos que a gente tem uma amizade colorida. – E sorrindo piscou pra Monica que retribuiu a piscadela com um sorriso cumpliscente.

— Então, cês não tão juntos? – Dani ergueu a sobrancelha, ainda meio incrédulo.

— Não! – Nandinho riu. – Cê acha que não te vi nos amasso com a Monica? – Ao ouvir isso, Dani sentiu a bochecha enrubescer. – Por isso vim aqui, tinha que ver isso de perto. Tu sabe mesmo escolher e eu achando que cê era mó jacu. – E cascou de rir.

“O tempo é mesmo capaz de fazer diversas mudanças e algumas acabam sendo bem inesperadas.”

— Trouxa! – Envergonhado, foi tudo que conseguiu dizer, felizmente as luzes coloridas ajudaram a disfarçar as bochechas completamente coradas.

— Se quiser já posso começar a tiras as fotos, Nandinho, meu equipamento tá lá no carro.

— Depois, Monica, primeiro a diversão. – Ele sorriu. – Cê também! – Nandinho disse olhando pra Dani. – Relaxa que cê tá em boas mãos. – Ele confessou pro primo antes de se afastar, piscando pra ele.

Dani se sentiu aliviado quando Nandinho se afastou, ele já tinha achado que as chances com Monica tinham ido ladeira abaixo quando viu os dois se atracando, daí ficou tão sem graça que vazou pra não ficar de vela. Agora que tudo tinha sido esclarecido, ele aproveitou pra beijá-la com ainda mais vontade.

“Acho que a mudança fez bem pro Dani.” – Nandinho se afastou contente, o primo era mais ligeiro do que parecia. – “É, acho que ele cresceu mesmo!”

A cena era engraçada, quando deixou o nordeste, a última lembrança do primo era uma versão baixinha, catarrenta e acanhada, então o garoto espichou, ficou bonitão e agora estava catando maior cremosa.

A mudança tinha sido tanta que Nandinho mal reconheceu Dani quando ele chegou de viagem. Como estava ocupado pra buscá-lo no aeroporto, pediu pra Tiago fazer isso, mas achou melhor mandar Lucas junto pra evitar de vir o garoto errado – já que o amigo costumava ser meio descabeçado e bem desatento.

Quando viu os amigos chegar e ele foi receber Dani, até ergueu a sobrancelha ao ver alguém bem diferente do que esperava, mas antes de dizer que os amigos tinha se confundido e trago o primo errado, todo contente, o garoto foi na direção ele e lhe deu maior abraço.

— Parece que o tempo é mesmo capaz de fazer diversas mudanças e algumas acabam sendo bem inesperadas. – Nandinho comentou enquanto fazia Stories, com Dani e Monica nos amassos, ao fundo. – Precisava registrar isso, porque é muito inusitado! – Ele riu, enquanto grava o vídeo.

Ao som das músicas psicodélicas, Nandinho curtia uma viagem cheia de boas sensações, quando viu Tiago meio estranho, parecendo grogue, então encostou e perguntou se ele estava se sentindo bem.

— Tô meio zonzo, querendo vomitar. – Ele alertou, já branco.

Assustado, Nandinho pediu pro primo e Lucas esperar que já voltavam, então levou Tiago pro fundo, onde ficavam as lixeiras e disse pra ele vomitar.

— Acho que passou! – Tiago deu um sorriso débil, após alguns instantes.

Eles voltaram pra área VIP e Nandinho foi curtir, até que sente Tiago puxar-lhe o braço, dizendo que estava com o estômago embrulhado novamente. Daí foram pro fundo outra vez, mas depois de ficar parado na frente do tambor de lixo, ele disse estar melhor, então retornaram.

Só que dessa vez, Nandinho ficou de olho em Tiago, alguns segundos bastaram pra ele correr pro fundo e se agarrar na lixeira, foi só o tempo da música alta repercutir pelo corpo que a ânsia de vômito aumentou – era como se a cada batida, Tiago levasse um soco no estômago, ficando ainda mais agoniado e a cada vez que respirava o mal-estar piorava.

— Coloca o dedo na garganta! – Nandinho disse assim que se aproximou do amigo.

Tiago sentiu certo nojinho e preferiu continuar tentando, mas apesar da forte náusea, nada saía.

— Faz isso, garoto, cê vai se sentir melhor! – Nandinho insistiu. – Cê só precisa vomitar.

Zonzo, com a cabeça doendo e o estômago prestes a pular pra fora, Tiago não conseguiu vomitar mesmo após várias tentativas, então resolveu usar o dedo e, a custo da garganta ficar arranhada, vomitou. Ele já se preparava pra voltar, quando veio a vontade outra vez, mas dessa o jorro saiu espontaneamente.

Depois de muito vomitar, a ânsia sumiu, uns garotos que passavam por ali, ao vê-lo naquele estado, perguntaram se estava tudo bem e se precisava de ajuda, mas Tiago disse estar melhor, então lhe ofereceram água e chiclete que foram aceitos de bom grado pra tirar o gosto ruim. Recuperado e cheio de energia, ele saiu dançando até chegar na área VIP – Tiago só queria saber de curtir.

Parado, Nandinho ria, enquanto via o amigo se afastar todo contente – esse era o jeitinho Tiago de ser, elétrico esquecia todo resto. Como não precisava mais bancar babá aquela noite, já que Dani também estava de boas – até demais – resolveu ir pra pista, onde a galera fervia.

Se na onda do Key, ele já curtia pakas, quando a bala bateu tudo ficou ainda mais intenso e prazeroso e, enquanto a música lhe acariciava a pele, as luzes ficaram mais vivas e divertidas, até se tornarem fortes demais, então ele botou os óculos – já cantava Raul “quem não tem colírio, usa óculos escuro”, ou seja, além de proteger a visão, o acessório também servia pra esconder o olho estalado.

Uma imensa onda de felicidade o invadiu, dando sensação de plenitude com a vida, o universo e geral ali, como se tudo fosse conectado de alguma forma e ele estivesse cercado de irmãos, vivendo num mundo inundado de paz. Sentindo-se cremoso, Nandinho saiu abraçando quem estava pela frente, todo carinho era devido ao prazer proporcionado pelo tato – apurado como estava, bastava tocar ou ser tocado pra sensações profundas serem despertadas.

Todo aquele bem-estar era devido à balinha que fazia uma quantidade absurda de serotonina ser liberada, amplificando a sensação de bem-estar, felicidade e sociabilidade, além de aguçar a percepção sensorial e a capacidade associativa do cérebro, proporcionando experiências intensas e psicodélicas, enquanto o sistema motor ficava mais flexível, facilitando na hora de dançar.

Só que o uso contínuo de balinha, num curto espaço de tempo, desregula os níveis do hormônio, causando tristeza e depressão prolongadas, sendo necessário um intervalo de 1 a 3 meses pra evitar isso – algo difícil de fazer pra galera que só curtir intensamente.

O aumento excessivo de serotonina, ainda eleva a temperatura corporal bruscamente, podendo causar hipertermia – a causa mais comum de morte por balinha. Como o espaço era aberto, ajudava a reduzir o calor, ainda assim era preciso aumentar a ingestão de água.

Razão pela qual o consumo de água aumentava absurdamente, tanto que o preço da garrafinha chegava a ser mais alto até que algumas bebidas, ainda assim a galera pagava sem reclamar – enquanto procurava evitar álcool pra não cortar a onda ou dar bad trippy. A estratégia pra evitar desidratação, era beber uma garrafinha de água a cada hora dançando, embora Nandinho preferisse isotônico que ajudava a repor os sais, evitando problemas nos nervos e músculos.

Apesar da sede aumentar bastante, ele sabia que não dava pra exagerar – além de ficar difícil controlar a bexiga, isso podia causar hiponatremia. Numa das primeiras rave que Nandinho foi, uma garota, mais nova que ele, morreu disso, ela dançou por várias horas e tomou tanta água que teve intoxicação hídrica.

Quando se está parado, o organismo pode expelir até um litro de água por hora, mas quando em movimento, o rim fica estressado, reduzindo sua capacidade a apenas 10% desse total. Assim, mesmo suando muito, pode haver retenção de líquido suficiente pra causar edema cerebral, resultando em convulsões, falha respiratória, hérnia cerebral, coma ou até mesmo a morte.

Em meio a tantas sensações, os dentes de Nandinho começaram a ranger e a mandíbula a querer travar, dando uma vontade incontrolável de mastigar. O pirulito, usado pra sensualizar, puxar papo ou adoçar a língua, também servia pra manter a boca ocupada e pra evitar morder a própria língua a galera ficava mordiscando o palitinho dele.

Assim, ver alguém chupando pirulito, costumava significar que a pessoa tinha fritado. Claro que tinha quem não manjava e botava ele na boca, achando que isso era ter estilo.

“Sabe de nada, inocente” – Nandinho costumava rir, quando via que era esse o caso, até perceber que cada vez mais pessoas aderindo à moda.

Percebendo que pirulito se tornava tendência, Lucas encontrou um cara que tinha criado dois tipos de confeitos, um meio amargo e outro adocicado que, quando misturados na boca, resultavam num sabor delicioso, além de criar um arco-íris na língua dos beijoqueiros.

Então ele e os amigos investiram na ideia, lançando os pirulitos #calaboca e #mebeija que logo ficaram estourados – garantindo uma grana absurda que eles nunca esperaram de algo tão infantil, ainda mais depois que começaram a exportar os pirulitos sensações pra outras raves.

Tinha muita gente que ia de pirulito pra ficar solo e resolver o problema de boca inquieta, já Nandinho preferia mesmo é partir pro beijo. Com a libido transbordando, as mãos dele e das garotas que beijava, percorriam os corpos um do outro, aumentando o prazer, enquanto os beijos violentos e afobados, com uma língua faminta que chegava a lamber a cara, pareciam querer devorar um ao outro.

Em certo momento, Nandinho nem sabia mais com quantas garotas tinha ficado, só queria beijar, nem lhe passava pela cabeça que pudesse pegar herpes ou sapinho – embora fosse mais comum adquirir a doença do beijo, mas a geral nem se dava conta, já que os sintomas só costumam surgir quase dois meses depois.

Na onda da bala, Nandinho beijou muito, quando procurava a próxima cremosa, viu uma baixinha lhe encarando, na hora sorriu e bastou se aproximar pros dois se beijarem, daquele jeito voraz e, agarrados, ficaram dançando. Só que, diferente das outras, ele sentiu um encaixe perfeito, tanto que até teve ereção, algo que não costumava acontecer – a não ser quando estava na companhia da Tereza Cristina.

Estava bom demais ficar com Cris, mas daí uma amiga a chamou e ela precisou se afastar. Novamente na pista, pra todo tipo de negócios, Nandinho foi beijar mais – pra ele, balada era pra curtir e pegar geral mesmo – então se jogou nos braços e bocas que foi encontrado pelo caminho.

Foi quando viu maior cremolícia lhe dando bola, mas na hora que foi em direção a ela, alguém lhe segurou o braço, surpreso, quis saber quem incomodava. Ao olhar pra trás, qualquer que fosse o sentimento, dispersou ao ver o sorriso meigo de Cris, então ela a puxou pra si se e eles ficaram novamente.

Quando percebeu que estava a tempo demais com uma garota só, Nandinho resolveu dar umas voltas pra catar mais algumas, então se despediu da baixinha e foi se afastando, até que se tocou de que estava tão bom ficar com Cris, que valia a pena ter um rolo fixo o resto da noite.

Então a convidou pra ir consigo e, atravessando o mar de gente, segurando Cris pela mão, se aproximaram do palco, onde continuaram dançando e se beijando. Incansável e cheio de energia, Nandinho curtia, sem qualquer preocupação pra prendê-lo ao chão e, com o corpo maleável, começou a dançar freneticamente.

Pra curtir melhor a bala, é necessária a combinação de batidas intensas – por isso ela não vai bem com músicas mais paradas, tipo pagode – e vibe boa. De repente, Nandinho saiu puxando Cris pro meio da multidão, até se aproximar de um dos palcos individuais da pista.

— Espera aqui que tô fritando! – E, tirando a camiseta, subiu no palco.

Ainda mais eufórico, como se tivesse sido injetado uísque com energético nas veias, ele dançou com desenvoltura e elasticidade que apenas bailarino com anos de experiência conseguia. Encharcado de suor ele não sentia nada, nem os óculos na cara, apenas a sensação de se fundir as batidas.

Quem também estava curtindo bastante era Dani, se sentindo mais solto, dançava, sem se importar de ser visto. A sua volta, cada um se divertia do próprio jeito, alguns acompanhados, outros sozinhos mesmo – cada um tentando desfrutar da melhor forma possível o momento e as sensações.

As luzes coloridas se moviam no mesmo ritmo das batidas, enquanto a música dispersava uma energia gostosa, dando a sensação de conexão, profundidade e de relevância, como ele numa sentiu. Devorado pelo fascínio, Dani mergulhou na onda de sensações sem mais nada notar e, enquanto algo bom lhe tomava completamente o corpo, ele cedeu sem qualquer resistência.

Monica estava adorando ficar com o novinho, no começo ele estava meio tímido, mas quando se soltou, ficou ainda mais carinhoso, agitado e desinibido – além de foguento. Ela se divertia com tanta disposição, quando sentiu ele pesar, ao chamá-lo, ele abriu os olhos e sorriu.

Vendo aquilo, Lucas lhe disse pra não deixá-lo dormir e eles continuaram dançando, pouco depois, Dani fez o mesmo, ela o agitou e ele pareceu despertar. Os dois viajavam agarradinhos, no embalo da música, quando o corpo dele pesou demais, Monica o chamou várias vezes, mas ele não acordava, desesperada, tentou mantê-lo em pé, mas ao fazer isso os dois acabaram caindo.


#proximoepisodio

Dani, que até então vinha se mostrando firme em recusar os entorpecentes, sem importar qual fosse o efeito causado, acabou cedendo [1 Coríntios 15.33] e fez uso de algo que o apagou completamente. De onde estava, Nandinho viu tudo e veio desesperado, tentar socorrer.

Mesmo a galera fazendo de tudo, o garoto não acorda, então eles decidem pedir ajuda, ainda assim o estado dele permanece o mesmo. O tempo passa sem Dani reagir – será que vai chegar o fim da festa e tudo que Nandinho terá do primo é um corpo sem vida?

Ósculos e amplexos,

mishael mendes sign, assinatura

Mishael Mendes

Um cara apaixonado por música, se deixar ele não faz nada sem uma boa trilha sonora. Amante de fotografia, livros, animais e comida boa – principalmente a da mãezona. Criou o blog e o canal pra compartilhar sua visão inversível da vida.